
Joaquim Santana Guimarães
arquiteto
Natural de Lisboa, construiu o percurso profissional marcado por experiências em diferentes pontos geográficos e contextos. Barcelona (Espanha), Angola e Inglaterra foram alguns dos destinos por onde passei, mas foi no Porto que adquiri o conhecimento e as bases de trabalho que se revelaram fundamentais para o caminho que venho trilhando.
Após uma experiência em Barcelona, na empresa Nadal Marcé Arquitectes, regressei a Portugal para voltar a integrar no gabinete Paula Santos | Arquitetura, onde permaneci durante 21 anos.
Mais tarde, uma passagem por Angola trouxe uma inquietação mais profunda: a perceção que um dos grandes desafios da humanidade neste século é o garantir habitação adequada e para todos, com especial urgência nos países em desenvolvimento.
Foi a partir dessa vivência que nasceu o desejo de colaborar de uma outra forma, perceber como os processos participativos de construção, podem trazer o caminhos de aproximação entre arquiteto e o habitante, de modo a criar modelos habitacionais que respeitem a identidade dos seus moradores e o contexto em que estão inseridos.
Esse percurso levou-me à matrícula no Doutoramento em arquitetura pela Universidade Lusófona, onde concluí todas as disciplinas e atividades curriculares. A pesquisa teve como foco os Projetos para a Autoconstrução Dirigida, programa que surgia em Angola, explorando o papel da arquitetura como facilitadora de processos habitacionais adaptativos. A tese, entretanto, não foi submetida.
Para mim, a elaboração desse projeto de investigação é também uma oportunidade de reflexão:
Qual é o lugar da arquitetura hoje?
Qual deve ser a nossa postura profissional diante dos desafios sociais do nosso tempo?
Como propõe Jeremy Till, “um dos elementos chave na arquitetura é a sociedade”.